23 de dezembro de 2006

os 6 ollos líquidos

CANÇÃO DOS OLHOS LÍQUIDOS

Esses olhos mais que líquidos,
de transparência infinita,
olhos de pedra preciosa
que me fitavam em fuga,

Mãos rudes de garimpeiro.
esses olhos trespassados
de liquidez sem fundo,
olhos gemas verdadeiras,
(e não quinquilharias...),
águas profundas em cor,
espaço e tempo indefinidos.

Esses olhos preciosos,
esmeralda-do-brasil,
olhos mineradores
de lavra descomunal,
perscrutadores, devassantes,
microvisão essencial.

Esses olhos preciosos,
olhos líquidos
trespassados, vãos,
gemas a garimpar,
transparência sem fim,
olhos capazes de amar,
esses olhos, bem sei,
olhos de água e punhal
pertencem somente a ti (vostedes)

Esses teus (vosos) olhos líquidos...

Versos de Salomão Rovedo (1947) desde Rio de Janeiro

outros poemas do autor en:

ANDAR 21

o outro día dicíalle a isa que foi fermoso voltar a casa, que numancia 14 foi fermoso, pero que vós sodes Palmira, que sempre o fúchedes. Gracias polo voso abrigo, pola tortilla de porros, por quentarme os pes nestas noites de friaxe.

201206








Um comentário:

bagoas insomnes disse...

este foi o día, esta foi a noite, no Avanti